Natal: Antes e Depois da Cultura Católica

O natal é uma das datas mais esperadas por vários povos no mundo inteiro. É um dos principais momentos de confraternização em família, bem como com outros membros sociais próximos a todos nós. Nesta época não importa a classe social, a crença, as diferenças. Todos ficam mais tocados com as situações adversas enfrentadas pelo outro e, por conta disso, acabamos também nos solidarizando e proporcionando, de alguma maneira, o bem estar mesmo daqueles que não conhecemos.

Mas, o natal, nem sempre teve este “espírito”. A festividade que conhecemos no mundo católico foi criada já alguns séculos depois do provável nascimento, morte e, ressurreição de Cristo. Historicamente, o natal foi uma adaptação realizada pela igreja católica, com intuitos demarcados e bem definidos. Uma afirmação que, embora os mais fervorosos nem sempre aceitem.

Comemorara o natal, portanto, é como voltar no tempo e regressar às origens dos povos pagãos. Antes do advento “cristianismo”, na noite do dia 25 de dezembro era comemorado o dia dos deus – sol – Mitra. Era uma data que, por razões geográficas, e naturais se comemora o solstício de inverno no hemisfério norte, ou seja, o momento do “nascimento do sol invencível”. Essa era a época, em muitas culturas pagãs que se finalizava a colheita e, as pessoas saiam as ruas, visitavam as casas e familiares para desejar que a próxima estação não fosse tão rigorosa e que pudessem ter sempre bons frutos daquilo que, posteriormente fosse plantado.

Os historiados apontam que a escolha do dia 25 de dezembro para celebrar a noite de natal, talvez não tivesse nenhuma relação com o nascimento de Jesus. Mas que, por necessidades de adaptar as festividades dos diversos povos ao calendário comemorativo bíblico, optou-se por esta data, uma vez que para comemorarem o fim da colheita, em muitos locais as ruas eram enfeitadas com pinheiros e comidas especiais eram servidas.

Assim, aos poucos a própria Igreja católica também foi incorporando diversos símbolos à festividade – pois dessa maneira conseguia aproximar os não fieis e ao mesmo tempo trazê-los para a religião nova que ia sendo disseminada e ainda hoje é a mais consolidada e seguida no mundo inteiro.